Cor local (1)

Selva Brasileira, de Araújo Porto-Alegre

A representação da realidade local, tópica que passa a ser decisiva na história da arte principalmente a partir do Romantismo, forma uma vasta e rica tradição na cultura brasileira. Assumindo o tom eufórico ou crítico, de acordo com a convenção estética em questão e suas intenções ideológicas, em todas as artes, da arquitetura ao cinema, da pintura à poesia, nossa cultura tem um legado riquíssimo de produções em torno desse tema.

Com este post pretendo dar início à  série Cor local, cuja intenção é debater a presença dessa tendência em nossas artes e apresentar algumas de suas mostras expressivas.

Para inaugurar, um trabalho de Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806-1879):

Aprendiz de Debret e parceiro literário de Gonçalves de  Magalhães, Araújo Porto-Alegre foi, além de artista, um intelectual de enorme influência em sua época: em 1836, juntamente com Gonçalves de Magalhães, funda a revista Nitheroy, simplesmente o marco inicial de nosso Romantismo, decisiva para a formação de uma consciência estética nacional.

Essa belíssima aquarela – Selva brasileira – é uma de suas obras mais importantes.

A cor local estava sendo descoberta. Não, não: estava sendo inventada.

Depois tem mais.

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