Cor local (6)

O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla (1968)

Por esse pequeno trecho, é possível perceber o poder da  estética da esculhambação que foi o Cinema Marginal brasileiro, cinema de coragem  e ousadia, de crítica espirituosa e além de tudo divertidíssima.

Com base na personagem real que aterrorizou a classe média brasileira nos anos 60, Sganzerla criou uma figura alegórica riquísisma, reflexo cômico das ambições da sociedade de consumo.

O Bandido da Luz Vermelha, já lançado em DVD  há alguns anos, é uma obra impactante e simplesmente fundamental para quem tem interesse no grande cinema brasileiro.

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Um comentário sobre “Cor local (6)

  1. Mário de Almeida 19/11/2010 / 13:12

    Expressão através da alegoria era o jeito, pois o que se queria dizer era simplesmente inviável para a época. E que poder, que mão esses caras tinham pra coisa. Viva o Cinema Marginal e o Cinema Novo: expressões artísticas louvabilíssimas de pessoas que tiveram coragem de fazer algo tão genuíno e em momento tão complicado.

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