E você, meu caro, o que está lendo no momento?

Vêm chegando as férias e com elas o direito às leituras renunciadas ao longo do semestre. Eu mais ou menos sei o que quero ler nesses momentos, não o livro exato, mas o tipo de leitura: em geral, a) os grandes clássicos universais, b) os autores vivos, mas também – como não? –  c) as releituras.

Já me aconteceu várias vezes de voltar, por exemplo, ao delicioso Don Quijote de la Mancha, não ao livro todo, mas a trechos inesquecíveis, para os quais sinto necessidade de retornar, como quem volta a uma velha cidade conhecida. Com sua concepção de literatura como entretenimento[1] e seu “escribo como hablo”, Cervantes é um autor agradabilíssimo. Sua sintaxe flui, provocando risos e sorrisos: solta, colorida. E vale a pena, mesmo para alguém tão inábil com línguas estrangeiras como eu, a aventura de ler ao menos alguns trechos em espanhol. A criatura de Cervantes – El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha – inaugura o conflito central do herói das narrativas modernas: o descompasso entre o ser e o meio, a cisão entre o desejo e a realidade, conflito que é o de Werther (Os sofrimentos do jovem Werther, Goethe), o de Julien Sorel (O vermelho e o negro, de Stendhal), o de Ema Bovary (Madame Bovary, de Flaubert) e o de Raskólnikov (Crime e castigo, de Dostoiévksi), para ficar em alguns exemplos expressivos.

Li o Quixote aos vinte e tantos anos, com indicação e orientação da grande professa Maria Augusta da Costa Vieira, autora de um trabalho maravilhoso sobre a obra de Cervantes[2], o qual ampliou e deu significado ainda mais especial à minha leitura. Li a tradução de Sérgio Molina, na belíssima edição bilíngue da Editora 34, com ilustrações de Gustave Doré e excelente apresentação da própria Maria Augusta Vieira.

Ilustração de Gustave Doré, originalmente publicada numa edição francesa de "Dom Quixote", em 1863.

Volto ao livro quando posso, quando quero. E confesso que às vezes me pego simplesmente pensando nele, no vigor de sua expressão, em sua grandeza, em seu mistério extraordinário de poder ser conhecido mesmo daqueles que jamais folhearam suas páginas – porque Dom Quixote é mais que um livro, é um universo, do qual mesmo não-leitores participam.

Convivo com o fidalgo de La Mancha por meio de outras personagens, reencontro-o no singelo Policarpo Quaresma (Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto), no divertidíssimo Geraldo Viramundo (O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino) e entre dezenas de sonhadores incompreendidos, soterrados pelo pragmatismo e atropelados pela anomia moderna.

Crime e castigo é outro livro ao qual sempre retorno. Li-o três vezes. A primeira leitura foi ardorosa e provavelmente bastante ingênua, aos dezessete anos. Uma tradução indireta, do escritor Marques Rebelo, já que na época não existia esse grande volume de traduções diretas do russo. Daquela primeira leitura, as recordações são vivas. Lembro-me até dos lugares onde me sentei para ler: praças, terminais de ônibus, a mesa da cozinha de casa. Uma experiência fulminante. Riquíssimo foi o reencontro, mais de dez anos depois, pela tradução direta do russo, realizada pelo grande Paulo Bezerra. Ao contrário do riso, que salpica o trágico percurso de Quixote, a companhia de Raskólnikov provoca desassossego, desamparo, tristeza, paixões desesperadas. E mesmo assim é uma grande companhia, cujos ensinamentos calam profundamente. Pela técnica de Dostoiévski, que prima em dar voz a várias personagens, oferecendo assim diversos ângulos sobre os fatos do enredo, fica difícil classificar como secundárias as figuras de Razumíkhin, Sônia ou Svidrigáilov, pois têm um sentido profundo no enredo e oferecem, tanto quanto o herói, possibilidades de leitura da realidade. Por isso Raskólnikov é também o que dizem e pensam sobre ele as outras personagens da narrativa. A companhia então, nesse caso, se alarga: é uma galeria de pessoas que passam a fazer parte de sua vida.  Sempre que me perguntam qual o livro de que mais gosto, respondo sem titubear: Crime e castigo. Não quer dizer que seja a pura verdade, mas quer dizer alguma coisa.

Raskólnikov, personagem de "Crime e castigo" (imagem encontrada no blog "Mote do desafio")

Não me satisfaço só com releituras. Comecei o ciclo de leituras destas férias com Bartleby, o escrivão, de Herman Melville. Eu esperava por esse encontro há alguns anos. Para mim o século XIX sempre foi russo e francês e obviamente, por razões profissionais, luso-brasileiro, e, à exceção de Poe (aquele maluco), sempre tive preferência pelos americanos do século XX, como Fitzgerald, Fante e Philip Roth. Sabia obviamente da excelência narrativa de Melville, mas adiava o encontro, como adio muitos outros: meu encontro com Proust, por exemplo.

Mas Bartleby, essa criatura que eu sabia filiar-se à galeria dos “homens sem importância” [3], me atraía e me pedia urgentemente sua leitura. Ganhei o livro num amigo-secreto com os alunos do primeiro ano (valeu, Bruno!). Mais cinco páginas e eu concluo a leitura. Mas já não há dúvida: Bartleby é alguém que vou sempre querer reencontrar: em releituras, rememorações, ou simplesmente em devaneios. O tipo estranho que se recusa ao que lhe pedem ou ordenam com seu imutável “Acho melhor não” já faz parte de mim. E o narrador de Melville, com suas indagações incisivas, certeiras, com seu desajeitado senso de humanidade, sim, é extraordinário!

Adorei começar esse ciclo com Bartleby e acho que vou repetir a dose: ou seja, provavelmente tenha de novo um primeiro encontro com um clássico do século XIX. Quem sabe Tolstói ou mesmo Dostoiévski?

Imagem encontrada no blog "Pringles"

Quando existe algum tempo para o ócio, bom mesmo é deixar que os livros venham acidentalmente, ao sabor do acaso.

E você, meu caro, o que está lendo no momento? Registre aqui nos comentários suas leituras de férias.


[1] “O entretenimento, Cervantes dá a entender claramente, é a função primordial da prosa narrativa.” E.C Riley, em Teoria de la novela en Cervantes – Versión de Carlos Sahagún. Madrid, Taurus, 1981. p. 137. Vale a pena lembrar que o tipo de entretenimento de Cervantes está longe de ser uma diversão sem consequências éticas ou existenciais: sua literatura é um docere cum delectare (educar com prazer) dos antigos.

[2] VIEIRA, Maria Augusta da Costa. O dito pelo não-dito: paradoxos de Dom Quixote. São Paulo, EDUSP – FAPESP, 1998.

[3] Em sua obra magistral e singular Os arquétipos literários (Ateliê Editorial), o estudioso russo E. M. Meletínski apresenta, entre outras, a personagem arquetípica do “homem sem importância”, criada por Gógol em novelas como O capote e O diário de um louco.

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25 comentários sobre “E você, meu caro, o que está lendo no momento?

  1. Carol 09/12/2010 / 22:46

    Dri, adorei seu texto! Compartilho com vc a mesma sensação: que livro ler nas férias, já que são tantas as opções; os livros fazem como que uma fila no meu criado-mudo e sussurram “me leia, me leia”, ou :”eu primeiro, tô aqui faz tempo já” ! Estou aguardando as férias para começar o conto “Adeus, Columbus”, mas já li alguns outros contos deste, o “A conversão dos judeus” por exemplo me impressionou muito, é lindíssimo, emocionante mesmo. O segundo da fila, coincidentemente vc acaba de mencionar é “O vermelho e o negro”, tenho uma edição meio “assim assim” da Martin Claret, será que é boa? E certamente depois desses vou querer ler mais alguma coisa do Roth, virei fã mesmo :). O que você sugere?
    beijos,
    carol

    • blogs oswald 10/12/2010 / 0:06

      Sobre “O vermelho e o negro”: li o original e a tradução da Martin Claret e gostei. Esse livro é simplesmente impressionante. Depois tem alguns detalhes que eu queria conversar com você. Detalhes mesmo, curiosidades de leitor. Quanto ao Roth, confesso que sinto falta de um livro pelo menos dele nas férias. Também sou fã! De uns anos pra cá tem sido sempre assim. Bjão e, como sempre, vamos trocando nossas figurinhas.

  2. biu 10/12/2010 / 11:19

    tô lendo paulo francis, porque tava dando um rolé apressado na biblioteca e ele tava à mão, mas só tá servindo pra matar o tempo. antes li o cosmópolis, de Dellillo, esse é cool, parece ficção científica contemporânea. acho que vou voltar na biblioteca com mais tempo… mas antes vou recomendar um pulp fiction roots lá do maranhão: breganejo blues, de bruno azevêdo (se quiser põe teu end. aí que te mando um, é legal de ler entre um raskolnikov e um gregor, rende umas boas risadas). abração, véi.

    • blogs oswald 10/12/2010 / 23:56

      Poxa, me interessam muito os contemporâneos. Você pode me mandar um exemplar pra mim, é isso? Poxa, que gentileza!

  3. Maurício Jest 10/12/2010 / 13:20

    É muito bom quando chega as férias e você tem tempo de ler livremente de novo! Estou com vários livros aqui para ler essas férias como “A Menina Que Roubava Livros”, Markus Zusak e “Alucinações Musicais”, Oliver Sacks, mas eu acabei de começar a ler “O Livro de Areia” do Borges e estou adorando…
    Abraço!

  4. tarso loureiro 10/12/2010 / 15:35

    Tô lendo, Duas histórias fantásticas, indicação sua. Terminei A Dócil e estou devorando Sonhos de um homem ridículo. Agora que já me iniciei no Dostoievski, aceito outras sugestões para as férias.

    Em tempo: vc é um cara bonito, podia ter posto uma foto melhor aí em cima hein… rs

  5. blogs oswald 10/12/2010 / 23:54

    Obrigado pelo toque da foto, alguns alunos já reclamaram mesmo. Vou ver se resolvo.

    Já que gostou de Dostoiévski, outra dica de livro curto e grosso do mestre Fiódor para estas férias: “Gente pobre”, que acabou de ser lançado pela editora 34. É a primeira tradução direta do russo no Brasil. É o primeiro livro de Dostoiévski. Antes de ser publicado, “Gente pobre” foi submetido ao julgamento de Bielínski, o mais importante crítico russo do século XIX. Bielínski, após reagir com descrença às afirmações dos primeiros leitores de Dostoiévski (os quais diziam que “nascia um novo Gógol”), foi obrigado a admitir que um gênio surgia nas letras russas e, estupefato, perguntou ao jovem autor (Dostoiévski devia ter uns 18 anos): “Menino, você tem ideia do que fez?” Contam que (isso é biografia de Dominique Arban) Dostoiévski, após voltar do encontro com Bielínski, a caminho de casa, parou numa esquina e falou algo assim com os céus: “Serei mais um entre os grandes”.

    Se a dica não vingar, dê uma olhada no post “O capote”. Não é Dostoiévksi, é Gógol, mas com certeza vai te agradar muito.

    Abraço e obrigado pela visita.

  6. Fernando Camano 11/12/2010 / 23:06

    Olá, Adriano! Como anda?
    Gostaria de uma dica (sempre pedindo uma, hein?) de boas livrarias ou sebos onde você costuma encontrar seus títulos por preços baixos (e, neste último caso, em bom estado). Tenho a minha lista de livros pro natal e gostaria de ajuda pra completá-la!
    E ando ansioso pela sua lista de favoritos…

    Abraço

    • blogs oswald 14/12/2010 / 1:07

      Fernando, depois que inventaram a Estante Virtual praticamente não vou a livrarias. Você consegue, pela pesquisa virtual, comparar preços e tomar conhecimento do estado de conservação das obras. Mas, para responder sua pergunta, minha preferência, em relação a livraria, é bem óbvia: Livraria Cultura. Gostava muito da Rato de Livraria, que ficava aqui perto de minha casa, na Aclimação. Era daquelas livrarias de poucos e bons. Mas a Rato fechou. Mas livraria não tem barata, é tudo caro mesmo, uma vergonha: o preço do livro no Brasil é uma das coisas mais vergonhosas. Já entre os sebos, gosto de vários: os da Augusta (Alfarrábio, por exemplo) e os de Pinheiros (Sagarana, por exemplo), mas há vários bons espalhados por aí. Tenho uma tendência a gostar dos sebos seletivos, que não acumulam porcaria, embora costumem vender um pouco mais caro. No fim, o caro sai barato, porque você encontra edições boas que estão fora de catálogo, de editoras como Massao Ono, Max Limonad e algumas coleções da Brasiliense que sumiram das livrarias.
      Quanto àquela sua proposta de seleção de títulos, confesso que o máximo que consigo me aproximar é fazendo coisas como este post, em que desfilo rapidamente algumas das obras que pra mim foram essenciais, mas posso manter o tom pessoal e acrescentar alguns comentários críticos e impressões. Se não for desse jeito, já percebi, não vai rolar. Então, francamente te respondo, depois de muito pensar, que um cânone feito por mim de outro jeito que não esse que venho (acidental e pessoalmente) fazendo será inviável. E agora falo depois de muito pensar, meu caro. Abração e muito obrigado por mais uma visita.

  7. blogs oswald 13/12/2010 / 15:19

    Grande amigo Adriano, que dificil…as férias chegam e é realmente uma maravilha, mas são tantas as vontades, que as vezes me sinto perdido, por onde começar. Lembro me sempre de um amigo (o Maurício de história) que contava que tinha um sonho recorrente, ele correndo por uma biblioteca infinita (Biblioteca de Babel do Borges?..rsrs) passando o dedo desesperado pelas estantes. Me sinto assim, com tantos livros e filmes que gostaria de dar conta. Mas estou a ter paciencia e de grão em grão, estou querendo muito ler memórias do subsolo do Dostoiévski, mas vc e a Marcela que deixaram na duvida por causa da Niétochka Nezvánova. Atualmente estou lendo história da eternidade do Borges (presente da Isabel do 3) com leituras técnicas: Thomas Kuhn, Steven Pinker, Albert Einstein. Don Quijote sempre me atraiu e depois do seu post entrou na lista, valeu por mais essa aula. Abração.
    Jacó

  8. Roberta 14/12/2010 / 12:52

    Eu começo a folhear Guerrílha Psíquica, de Luther Blisset. O autor na verdade é um personagem criado na itália com a função de criticar o modelo atual de manutenção de direitos autorais, entre outras coisas. Um nome multi uso, que foi protagonista da guerrilha que é relatada no livro (que ainda não li, mas já me empolguei com o espírito). Deu para perceber que este será o meu tema por um tempo.
    Resolvi me manifestar nesta visitinha por aqui, porque é ótimo receber sua visita por lá e acolá.
    beijos

  9. Matheus 15/12/2010 / 0:13

    To lendo o “Visons of Cody” do Kerouac, pesadinho mas é fantástico.
    Um livro que eu acho que você vai gostar é o “A invenção de Morel” do Adolfo Bioy Casares.

    abraços,

    Matheus.

  10. André Sekkel 15/12/2010 / 18:28

    Oi Adriano!
    Gostei do que você fala sobre os livros que leu, como o Crime e Castigo e o Dom Quixote. Aliás, são dois livros de peso! Talvez o Quixote seja mais complexo, a distância temporal torna difícil entendermos algumas coisas que estão no livro, às vezes alguns detalhes que não percebemos.
    Eu também lembro de quando li o Crime e Castigo. Foi por onde comecei minha jornada dostoievskiana. Depois, tudo o que saiu traduzido pela 34 eu li. Outros livros que me chamaram muito a atenção foram Os Irmãos Karamázov e O Eterno Marido (o qual permanece esquecido aqui no Brasil, apesar da tradução da 34). Agora, Os Irmãos Karamázov é um livro que precisa de fôlego para ser lido: ele te prende, gruda e não deixa você fazer nada antes de terminá-lo; são mais de 1000 páginas que não te deixam em paz, é impossível fechar o livro, por isso precisa ter fôlego.
    Um autor que tem agradado muito ultimamente é o Balzac, do Père Gorit, Ilusions Perdues, La femme de 30 ans… O crítico russo Bakhtin diz que Dostoiévski se inspira muito em Balzac. Há quem diga, hoje, que ele fazia um romance polifônico antes mesmo de Dostoiévski. É discutível, mas isso já mostra que os dois autores têm muita coisa em comum. Além disso, a atmosfera dostoievskiana é impregnada de Balzac! La Comédie Humaine… Talvez Dostoiévski quisesse fazer algo parecido na literatura russa.
    Enfim, para as férias tenhos muitas coisas reservadas: Tolstói, Balzac, Gógol, Guimarães Rosa (uma paixão minha) e Clarice Lispector.
    Abraços!

    • blogs oswald 29/01/2011 / 3:16

      No próximo post sobre leituras de férias, mande comentários de seus livros, hein! Quero saber.

      Abraço, caríssimo.

      Adriano.

  11. Vilma Toloto Ferreira 16/12/2010 / 12:55

    Acabei de receber 1822 – Laurentino Gomes – Estou iniciando a leitura hoje. Depois de 1808, vale a pena se deliciar com essa maneira leve, bem humorada, mas aprofundando nos conteúdos da história do Brasil.
    “Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar… errado.” LG

    • sonia marçon 16/03/2011 / 3:15

      Vilma, será que vc poderia entrar em contato comigo através do email sonia.marcon@hotmail.com ou pelo facebook sonia marçon??? será que vai conseguir se lembrar de mim???

  12. Kiko 18/12/2010 / 0:37

    Olá Adriano, tudo bom?
    Estou lendo A Montanha Mágica, de Thomas Mann. Estou gostando bastante. O único “problema” (eu não sei se é um problema, queria sua opinião) é que na edição que eu tenho (Nova Fronteira) os trechos/expressões em outras línguas (francês, italiano, latim…) não são traduzidos para o português. Então eu cheguei em uma parte crucial do livro com 3 páginas de diálogo em francês e, bom, eu não sei francês. Eu acho que no original o autor também deixa os trechos em outra língua sem tradução… De resto, o livro é muito bom.
    Abraços.

  13. blogs oswald 20/12/2010 / 0:58

    Kiko, tive um contato muito singular com “A montanha mágica” de Thomas Mann. Eu estava já no meio do romance e começando a entrar pra valer na narrativa (a atmosfera toda do livro ainda está, de uma maneira vaga, viva em mim até hoje) quando tive de devolver o livro para a pessoa que me havia emprestado. Acabei adiando a retomada do romance e essa ficou sendo a única vez que em que abandonei no meio um livro de que estava gostando bastante. Não me lembro de ter me incomodado com questões linguísticas, mas minha dica, para esses casos, é relaxar e ir lendo como for possível, a não ser que o andamento da leitura esteja sendo gravemente comprometido.

  14. antonio 03/01/2011 / 0:14

    Meu querido Adriano, sempre de uma generosidade assombrosa, até quando fala de literatura, tornando para os seus alunos algo que a principio poderia ser arida, uma experiencia de descoberta, sem o pedantismo tão comum a muitos letrados, nunca lestes tal coisa bla- bla -bla etc, como necessitamos de pessoas assim, professores,
    parabens meu querido, vc sempre me impressiona

  15. Aline 04/01/2011 / 19:59

    Oi, Adriano!

    Adorei a ideia de compartilhar as leituras de férias!

    Nas férias, gosto de deixar os livros virem a mim, não de procurá-los. E lá na Ilha do Cardoso – onde passei uns dias – há uma pequena biblioteca circulante, chamada Arca das Letras (http://comunidades.mda.gov.br/dotlrn/clubs/arcadasletras/one-community?page_num=0), onde sempre acho algo que me atrai. Dessa vez, achei lá o livro Pantaleão e as visitadoras , do peruano Vargas Llosa.

    Não sei se você aprecia o autor e conhece a obra, mas eu gostei muitíssimo, especialmente do modo como a narrativa é construída, mesclando diálogos, relatórios dos oficiais do exército (personagens), transcrição de programa de rádio, notícia de jornal.

    Um beijo!
    Aline

  16. harlei florentino 07/01/2011 / 14:14

    Estimado Adriano, é gostoso compartilhar coisas gostosas. Normalmente leio várias coisas ao mesmo tempo, e nas férias não é diferente, apenas relaxo um pouco em relação às leituras mais diretamente ligadas ao trabalho. Emfim, vamos lá: acabei de concluir a leitura de um texto sensacional que todo mundo deveria ler ao menos uma vez, O mal-estar na civilização de Freud; contos de Machado de Assis, que escritor admirável! Li o Uma noite (na fazenda cana verde), A segunda Vida e A cartomante; O resto é ruído, escutando o século XX de Alex Ross, trata da história da música erudita contemporânea. Delirei ao ouvir A sagração da primavera de Stravinski após ler sobre a obra; Grandes debates da ciência, de Hall Helmann, muito legal porque aborda importantes controvérsias da história da ciência. Além de trazer informações relevantes, nos faz refletir sobre como a ciência é produzida; A experiência do gosto de Jorge Lucki, um livro com crônicas sobre o vinho que tem ampliado o buquê de minhas frequentes degustações; finalmente comecei a ler um obra que desejava a tempos, Poema Pedagógico de Anton Makarenko. De início, já gostei.
    Felizmente tenho conseguido ler bastante, com mente tranquila e o espírio atento. Quanto assunto esse compartilhar está colocando na dispensa…com um pouco de fome…

    abração

    • blogs oswald 29/01/2011 / 3:10

      Bem, caríssimo, você é um dos sujeitos mais pluralistas que conheço. Invejo isso, porque minha mania de manter o foco às vezes me afasta de grandes preciosidades. Sobre suas leituras: queria ler também o Makarenko, ainda mais agora que o vi citado pelo Bueb. “Uma noite” de Machado é um conto pelo qual tenho especial apreço. Vou seguir sua sugestão e procurar produzir novos foruns como este. Abraço e obrigado pela visita.

      Adriano.

  17. Vilma Toloto Ferreira 23/01/2011 / 11:01

    Nas férias li O último trem para Istambul (interessante).
    Mas queria destacar um outro Livro que li. Da Marjane Satrapi que se chama Persépolis. É muito bom!! É uma autobiografia em quadrinhos onde a Marjane relata a sua vida no período da revolução que “lançou o Irã nas trevas do regime xiita”, sua vida fora do país e seu retorno.
    Marjane é iraniana.
    Um abraço,

    • blogs oswald 29/01/2011 / 3:11

      Vilma, obrigado pela visita. Não tive o prazer de ler Marjane, mas a dica está registrada.

      Abração.

      Adriano.

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