Cinefilia – dicas de filmes

No dia em que descobrirmos o mistério da poesia, descobriremos também o mistério da música.

É mais ou menos com essas palavras que o estudioso Segismundo Spina aborda a relação íntima que existe entre essas duas artes em seu livro Na madrugada das formas poéticas (Ateliê, 2002).

Para quem se interessa por essa riquíssima relação é fundamental assistir ao documentário Palavra encantada (2009), de Helena Solberg.

Valendo-se de entrevistas e depoimentos de mestres da música brasileira, tanto os clássicos quanto os mais jovens, o filme explora a profícua ligação entre palavra falada e palavra cantada.

O tema é tão bom e tão rico que poderia render uma verdadeira série, com muitas horas de filme. O único senão que fica para o documentário é, portanto, o “gostinho de quero mais”.

Vejam aqui o trailer:

Anúncios

“Rio de-Janeiro, Minas”, de Marily da Cunha Bezerra (1991)

Esse curta-metragem, que reencontrei um dia destes no Youtube, é a adaptação de um trecho do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.

Vale a pena conferir.

O curta pode também ser encontrado no site Porta Curtas

http://portacurtas.org.br/filme/?name=rio_de_janeiro_minas5235

Cinefilia – dicas de filmes

después de lucía

 

Indico com veemência essa contundente obra-prima dirigida por Michel Franco (México, 2012). É um filme fundamental para se pensar a sociedade contemporânea, na qual muitas vezes o “show da vida” vale mais do que o convívio respeitoso entre as pessoas e a competitividade truculenta tende a mutilar subjetividades.

Imperdível, para adolescentes, pais, professores e cinéfilos em geral.

 

Cinefilia – dicas de filmes

Depois de viagens, participação no XIII Congresso da Abralic, muitas leituras e escritas, descanso e curtição com a família, retorno das férias letivas renovado. Espero que os colegas e os alunos também.

Quero destacar neste reinício de semestre dois documentários que vi no mesmo dia. Creio que são fundamentais para se discutir a relação entre saúde, infância e  consumo no mundo contemporâneo, sobretudo num momento em que o debate sobre a medicina se torna agudo na sociedade brasileira.

Deixo aqui os links.

Vale a pena conferir.

https://www.youtube.com/watch?v=Y8pWGHXQ22E

(FILME NA ÍNTEGRA)

https://www.youtube.com/watch?v=Y8pWGHXQ22E

(APRESENTAÇÃO)

“O crime do padre Amaro”, o filme mexicano com Gael Bernal

A obra canônica de Eça de Queirós, para quem não sabe, foi adaptada em 2002 pelo cinema mexicano:  “O crime do padre Amaro”, dirigido por Carlos Carrera e estrelado por ninguém menos que o galã Gael Garcia Bernal.

Além de manter o teor crítico e contundente dessa que é, para mim, a melhor obra de Eça, o filme tem a importantíssima missão de “testar” a atualidade e a universalidade do tema, pois o enredo se passa, não n0 Portugal do século XIX, mas no México do século XX. Sim, o filme prova: o tema de Eça está fresquíssimo, e é ainda digno de atenção.

Os elementos próprios do contexto atual e mexicano (os que não estão na obra portuguesa, como a questão do tráfico de drogas) aparecem de modo pertinente e – isso vale principalmente para quem já leu a obra de Eça – causam agradável surpresa.

Aquela velha história: não se julga um filme pelo livro, no caso de adaptações. Ou seja, não é pela fidelidade ou traição à obra de Eça que o filme de Carrera deve ser apreciado, mas como obra autônoma. Sim, esse princípio é básico. Mas também é um princípio básico que a nova obra forma com sua antecessora uma relação, um diálogo – para usar o termo certo: uma intertextualidade. O que se tem então é uma reação ambígua com a nova obra, porque ela é velha e nova ao mesmo tempo. E essa ambiguidade é o que tanto me instiga nas adaptações.

Vi o filme no cinema quando saiu no Brasil. Acredito que é um acontecimento na tradição da literatura de língua portuguesa ter um ator em tanta evidência como Bernal encarnando a figura do padre Amaro (o padre Amaro do Eça ou o de Carrera? As duas coisas, certamente).

O filme vale muito para quem já leu o livro de Eça, mas vale muito também para quem só quer assistir a um bom filme.

Reproduzo aqui o trailler:

“Um pouco mais, um pouco menos”, de Marcelo Masagão

Recebemos no Colégio Oswald de Andrade, segunda-feira agora (20 de junho), o cineasta Marcelo Masagão, que foi entrevistado por um grupo de alunos do segundo ano.

A entrevista foi concedida depois da exibição do filme “Nós que aqui estamos por vós esperamos”.

Posto aqui  a primeira parte de um outro documentário muito interessante do diretor:  “Um pouco mais, um pouco menos”, disponível no Youtube.

Todo paulistano deveria ver este filme:

Bom feriado a todos.