Cinefilia – dicas de filmes

después de lucía

 

Indico com veemência essa contundente obra-prima dirigida por Michel Franco (México, 2012). É um filme fundamental para se pensar a sociedade contemporânea, na qual muitas vezes o “show da vida” vale mais do que o convívio respeitoso entre as pessoas e a competitividade truculenta tende a mutilar subjetividades.

Imperdível, para adolescentes, pais, professores e cinéfilos em geral.

 

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As pequenas que incomodam – por João Faccio

Abaixo, reprodução de texto de João Faccio no site Mais 1 livro sobre o papel heroico das pequenas editoras, seguido da entrevista com Eduardo Lacerda, editor da Patuá. 

As pequenas que incomodam

Elas são, muitas vezes, responsáveis pela verdade.

Durante os ataques americanos contra o Afeganistão a secretária de estado dos Estados Unidos, Condolezza Rice, convocou os grupos de televisão norte-americanos para que não mostrassem cidadãos feridos, machucados ou em estado de pânico na programação. E esse comunicado não ficou resumido à TV. Durante esse tempo, nenhuma editora de renome publicou qualquer livro com críticas ao assunto ou ao governo Bush. Coube às pequenas editoras jogarem os fatos no ventilador – e aí sim, as “grandes” editoras seguiram suas publicações anti-Bush.

Elas lançam novos autores para as editoras maiores relançarem depois.

Vale lembrar que, no mercado americano, 80% dos livros lançados por editoras pertencem a um grupo de cinco grandes empresas. Os vinte por cento são divididos entre pequenas e médias editoras, muitas (muitas mesmo) vezes responsáveis por lançarem novos autores e os colocarem no grande mercado, ou seja, muito do que se vê no grande mercado editorial já pode ter sido lançado (e menosprezado) anos antes, por um selo menor.

Elas não pensam exatamente – e somente – no lucro.

As pequenas casas precisam, como qualquer ambiente composto por humanos, de dinheiro para se manter. Para lançar novos livros, para pagar funcionários, para pesquisar, para pagar contas, para uma série de coisas. O curioso é que, por mais que frequentemente as pequenas precisem urgentemente de verba (para pagar qualquer um dos pontos acima), elas insistem em buscar qualidade. E aqui entram três ótimos exemplos disso: a Não Editora, a Dublinense – estas do Rio Grande do Sul – e a Patuá, de São Paulo.

Elas não cansam.

Ao mesmo tempo em que as publicações virtuais, e-books e outros crescem continuamente, as pequenas continuam a investir nos livros impressos. E é assim que se alastram em nosso país: na contramão do mercado e na via da qualidade. Elas não prezam somente por autores de qualidade e relevância literária para o nosso contexto, mas também por boa qualidade gráfica e suporte editorial. E é assim – e vai continuar sendo, por um bom tempo – que muitos novos grandes autores serão revelados.

Elas sobrevivem.

Conversei com o Eduardo Lacerda, editor da Patuá, sobre o que é sobreviver no mercado editorial brasileiro. Confira a entrevista a seguir.

[Faccio] Como você vê o mercado editorial brasileiro atual?

[Lacerda] Se pensarmos na estrutura editorial no/do Brasil podemos dizer que existem diversos mercados editoriais. Existem as grandes editoras, as editoras alternativas, as sob demanda, as de livros objeto e de arte, as que agora trabalham com e-book.

Mas, de uma maneira geral, nunca foi tão fácil e barato produzir um livro. O grande desafio ainda é conseguir distribuí-lo e encontrar leitores. Pensa-se muito no ‘mercado’ editorial, mas pouco na formação de público leitor.

Você pensa que as coisas tendem a melhorar?

Eu acredito que as coisas melhoram quando queremos melhorá-las. Só tenho o desafio com a Patuá porque quis criá-la. Melhorar também pode ser entendido de muitas maneiras. Acho que melhorar, para a Patuá, é continuar recebendo bons títulos e encontrar um público que queira absorver essa nossa produção. Trabalhamos para isso, então acredito que as coisas tendem a melhorar sim.

Quais são as dificuldades de se ter uma editora do porte da Patuá?

A Patuá é uma editora pequena, nossas dificuldades foram criadas a partir de nossas propostas e objetivos: publicar bons livros, de autores estreantes, de maneira gratuita e com qualidade literária e editorial. Eu cuido sozinho da editora, exceto os projetos gráficos, que são realizados por artistas (o que não sou), mas as outras tarefas da editora eu assumo sozinho: a edição, as vendas, a administração da empresa, os envios pelos correios, pago as contas.

Qual é o seu prazer em ter a Patuá?

Não existe um prazer em se ter uma editora, existe prazer em ter contato com bons autores que eu publico. A editora é um veículo para conhecer essas pessoas e trabalhar os livros delas.

Fonte: http://www.mais1livro.com/

Os autores mais bem pagos

 

A Forbes, revista de negócios e economia americana, divulgou a lista dos escritores mais bem pagos do mundo dos últimos doze meses. E.L. James, autora de 50 Tons de Cinza, lidera o ranking com 95 milhões de dólares. James, ex-executiva de TV, ultrapassou nomes habituais da lista, como James Patterson, Danielle Steel e Stephen King.

 

Veja a lista dos 16 autores mais bem pagos:

 

1. E.L. James – US$ 95 milhões
2. James Patterson (O dia da caça) – US$ 91 milhões
3. Suzanne Collins (Jogos vorazes) – US$ 55 milhões
4. Bill O’Reilly (Os últimos dias de Kennedy) – US$ 28 milhões
5. Danielle Steel (O baile) – US$ 26 milhões
6. Jeff Kinney (Diário de um banana) – US$ 24 milhões
7. Janet Evanovich (Um dinheiro nada fácil) – US$ 24 milhões
8. Nora Roberts (Visão mortal) – US$ 23 milhões
9. Dan Brown (O código da Vinci) – US$ 22 milhões
10. Stephen King (Jogo perigoso) – US$ 20 milhões
11. Dean Koontz (O bom sujeito) – US$ 20 milhões
12. John Grisham (O dossiê pelicano) – US$ 18 milhões
13. David Baldacci (Traição em família) – US$ 15 milhões
14. Rick Riordan (Percy Jackson & Os olimpianos) – US$ 14 milhões
15. J.K. Rowling (Harry Potter) – US$ 13 milhões
16. George R.R. Martin (As crônicas de gelo e fogo) – US$ 12 milhões

 

Fonte: http://bibliotecadesaopaulo.org.br

 

 

 

Cinefilia – dicas de filmes

Depois de viagens, participação no XIII Congresso da Abralic, muitas leituras e escritas, descanso e curtição com a família, retorno das férias letivas renovado. Espero que os colegas e os alunos também.

Quero destacar neste reinício de semestre dois documentários que vi no mesmo dia. Creio que são fundamentais para se discutir a relação entre saúde, infância e  consumo no mundo contemporâneo, sobretudo num momento em que o debate sobre a medicina se torna agudo na sociedade brasileira.

Deixo aqui os links.

Vale a pena conferir.

https://www.youtube.com/watch?v=Y8pWGHXQ22E

(FILME NA ÍNTEGRA)

https://www.youtube.com/watch?v=Y8pWGHXQ22E

(APRESENTAÇÃO)